Li uma entrevista feita pela Mary Ziller e
Alessandro Brandão em que contavam que conversaram com o autor do livro Como
dizer tudo em Inglês. Tinha uma analogia: Quando nós estamos dirigindo nós não
percebemos quantas coisas estamos fazendo simultaneamente, quando nós estamos
falando em Inglês isso deve acontecer também.
Vou detalhar um pouco a idéia. Quem já tirou
carteira de motorista vai entender o que eu quero dizer. As primeiras aulas na
auto-escola são um tormento para o aluno, parece quase impossível lembrar de
tanta coisa ao mesmo tempo – manobras, marchas, pedais, o cinto de segurança,
setas – como se não bastasse isso tudo, cada um deve ser “ativado” em uma ordem
determinada. Isso para não falar dos outros carros, parecem conspirar contra
você, querem atrapalhar de qualquer jeito a sua vida, querem bater no seu
carro, verdadeiros inimigos ambulantes.
Acho que exagerei um pouco, mas é quase isso
que acontece. Depois de algum tempo toda aquela dificuldade inicial, como que
num passe de mágica, desaparece. Mas como? Na verdade o nosso cérebro assimila
aquilo tudo e transforma em conhecimento permanente, ou seja, em coisas que a
gente não precisa pensar para fazer. Você pára pra pensar em como vai escovar
os dentes? É claro que não!
Com o inglês acontece o mesmo, quando estamos
começando a estudar é complicado lembrar de tanta regra e tanto vocabulário
novo. O segredo é praticar todos os dias, com o tempo aquele conhecimento se
torna tão comum que a gente usa naturalmente. Vou dar um exemplo, observe o
diálogo:
Hi. How are you?
I’m fine thank you.
And you?
I’m fine too, thank
you.
Você
parou para tentar traduzir? Provavelmente não, essa é a primeira situação ensinada
em qualquer curso de idiomas. De tanto ouvir, provavelmente você já assimilou.
Portanto, estude o máximo que puder, até o dia em que conseguir pensar em
Inglês, depois é só colher os louros da vitória. Bons estudos!
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